Quem sou eu?

Publicado: 20 de agosto de 2015 em Sem categoria

Deixe-me apresentar a vocês:

Sou Maurício Montagnero, pastor da Igreja Batista da Liberdade em Descalvado. Sou graduado em Teologia, bacharel, e em Filosofia, licenciatura. Sou pós-graduado em Teologia Contemporânea e Pós-Graduando em Aconselhamento Filosófico.

Amo assuntos relacionados ao reino de Deus e a pessoa dEle, e sou um apaixonado pelo Pai.

Amo o que eu faço e o que eu sou!!

Espero ser agradável a todos vocês que lerão ou acompanharão esse blog.

Forte abraço e que o Deus de paz esteja com todos!!

2014 - 2015 188

SUÍCIDIO!?

Publicado: 20 de abril de 2017 em Sem categoria

Apresentação1

UM VELHO-NOVO CAPÍTULO:

Nessa última semana eu assisti uma série no NetFlix chamada 13 Reasons Why. Não só eu, mas muitas pessoas a tem assistido, especialmente os adolescentes.  Essa série é uma espada de dois gumes, pois pode prevenir alguém do suicídio o mostrando o quão desnecessário é, ou pode incentivar a isso. Dependerá muito do estado existencial e de maturidade que o indivíduo, especialmente o adolescente, estará no momento ao assisti-la. Mas afinal, do que se trata? Segue a sinopse:

 

“A série gira em torno de Clay Jensen, um estudante tímido do ensino médio, que encontra uma caixa na porta de sua casa. Ao abri-la, ele descobre que a caixa contém sete fitas cassete gravadas pela falecida Hannah Baker, sua colega que cometeu suicídio recentemente. Inicialmente, as fitas foram enviadas para um colega, com instruções para passá-las de um estudante para outro. Nas fitas, Hannah explica para treze pessoas como eles desempenharam um papel na sua morte, apresentando treze motivos que explicam porque ela se matou. Hannah deu uma cópia das fitas para Tony, um de seus colegas da escola, que avisa para as pessoas que, se elas não passarem as fitas, as cópias vazarão para todo mundo, o que poderia levar ao constrangimento público e vergonha de algumas pessoas, enquanto outros poderiam ser ridicularizados ou presos”.

 

Para quem assisti esta série, especialmente aos adolescentes que sentem predisposição para o suicídio, é importantíssimo que veja o quarto trailer que está anexo com ela – além dos porquês –, onde há um bate-papo entre o elenco e profissionais da saúde falando sobre o tema e a série. Além de visitar o próprio site deles para buscar ajuda (tem os telefones para as regiões) e conhecer mais sobre: http://www.13reasonswhy.info/#bra.

Infelizmente, na mesma época em que a série está em alta, apareceu uma “brincadeira” ou “desafio” nas redes sociais, a saber: Baleia Azul. Essa brincadeira que começou na Rússia em 2015, já faz sucesso no Brasil em 2017. A mensagem deste jogo está baseada em 50 desafios, dentre eles há: o de desenhar uma baleia no papel e depois no braço, fazer cortes no corpo, ver filmes de terror e assim por diante; mas o último desafio (quinquagésimo) é o SUICÍDIO. E sim, já existem histórias de adolescentes que comentem tal barbárie. Sem vacilar eu creio que esses adolescentes passam por um perturbado momento existencial ou de maturidade, logo, são facilmente influenciados ou conquistados pela brincadeira. Em contraponto, há algumas manifestações nas redes sociais que ocorrem e dentre elas eu deixo como recomendação: Por favor, ao menos três dos meus amigos do Facebook, poderiam copiar e colar essa informação? Linha de prevenção ao suicídio: 0800-273-8255 #NaoABaleiaAzul. Ou ainda pesquisar e aplicar o desafio da baleia rosa que é uma resistência ao da baleia azul, propondo 50 desafios saudáveis para a pessoa.

PROBLEMA X SOLUÇÃO:

Com essas duas citações acima nós vemos de uma maneira inusitada um velho inimigo existencial, male da alma ou conflito da vida, voltar com tudo – se um dia deixou de ser tão ativo. Existem já várias estatísticas sobre o tema, várias conclusões em cima dele, vários motivos articulados do porque ocorre tal e assim por diante. O problema é visível, infelizmente. Porém, qual a solução para ele?

Já foram passadas três fontes que buscam ajudar a resolver o problema para que as pessoas não cometam o suicido. Vários estudos bíblicos já existem para tratar do tema. Contudo, aqui nesse espaço, quero destacar um principio que se completa em três partes que tenho por certeza que soluciona definitivamente este problema, ou os problemas que originam o tal. Esse princípio se encontra no verso, o qual eu tenho como meu favorito, que Paulo escreveu para uma igreja localizada na Europa, muitos séculos atrás, na cidade de Filipos: Quero conhecer Cristo, o poder da sua ressurreição e a participação em seus sofrimentos (Fl 3.10a).

Mas porque um princípio que se completa em três partes? Bem, o princípio eu vou chamá-lo de Intimidade com Cristo, é este que vemos no versículo. Em três partes, pois este verso só tem um artigo definido – no grego –, portanto, sugere que todas as ideias serão expressas em uma só. É uma completude! Exemplificando, podemos dizer que é um tipo de trilogia – termos usado em artes gerais que diz que uma arte quando é dividida em três obras e, só poderá ser compreendida quando essas três forem vistas. O princípio visto só pode ser compreendido quando as três partes forem conhecidas, compreendidas e vividas. Destarte, só conheço a Cristo se conhecer o poder de ressureição e a participação nos sofrimentos dEle. Vamos entender cada uma dessas partes:

  1. Quero conhecer a Cristo: Essa palavra conhecer que já se encontra no verso 8 como conhecimento é de uma raiz que não fala sobre conhecimento teórico ou racional, mas, sim, de um conhecimento adquirido pela experiência, de relacionamento. Neste caso o texto afirma um relacionamento pessoal com a pessoa de Cristo, de intimidade como dois amigos que se conhecem profundamente depois da amizade ter se firmado e permanecido. Augusto Cury, o escritor, era ateu e acabou crendo em Jesus depois que se dedicou aos estudos dos evangelhos para examinar quem era Jesus e escrever sobre Ele. Interessante que um ateu se converte quando conheceu Jesus de Nazaré, revelado nos evangelhos. Melhor forma de conhecer a Cristo é lendo sobre Ele, mas, também, O buscando em oração e na tentativa de ser semelhante a Ele no dia após dia. Mas o que isso tem haver com o tema? Paulo quando expressa esse desejo na carta que escreveu a igreja de Filipos, ele escreve em um tempo de “crise” na sua vida. Paulo estava preso, provavelmente em Roma, e com a grande possibilidade de ser condenado a morte. Contudo, nesse momento da sua vida de pressão e dificuldade o que ele quer é ser intimo da pessoa de Cristo. Da mesma maneira você, lendo esse artigo, talvez esteja passando por algum conflito interno ou externo, alguma tempestade em sua vida, saiba que não é a automutilação ou o suicídio que trará a solução, no entanto, será o se aproximar de Jesus, conhecê-lo, ser intimo dEle. Para isso é bom vermos as outras duas partes que completarão esse princípio.

Obs.: A bíblia fala de vários homens de Deus que desejaram a morte ou amaldiçoaram o momento que nasceram, porém Deus concedeu as providências que necessitavam e suas histórias foram transformadas (Moisés – Nm 11.10 – 15; Elias – 1Rs 19; Jó – Jó 3). Todos esses tiveram um principio igual, que foi: Conhecer intimamente ao Senhor!

  1. O poder da Sua ressurreição: Aqui Paulo, no original grego, coloca um pronome pessoal genitivo que se refere a Cristo – o da sua ressurreição –, transmitindo o sentido acerca dos efeitos que essa ressurreição traz, e, também, a qualifica e a defini. A ressurreição de Cristo é causa de sermos cotidianamente regenerados e salvos, além de nos produzir esperança (Jo 16.7 – 9; Rm 4.25; 1Co 15.13 – 17; 42 – 44; Hb 4.14 – 16); 1Jo 2.1). Os textos citados nos indicam que pela ressurreição o Espírito Santo foi enviado para nos convencer e conduzir a obra da salvação e do livramento; que fomos justificados; que a nossa fé seria útil e levaria a esperança; que temos um Sumo Sacerdote e Advogado que intercede por nós para sermos restaurados sempre – alguns entendem que o poder da ressurreição seria o fato da própria ressurreição final, mas não é, a ressurreição final se refere o verso 11, logo, a ressurreição deste versículo (com o conhecer a Cristo e a participação dos seus sofrimentos) serve para nos levar a ressurreição final. Então, o de fato é de se tornar nova criatura (Rm 6.4; Ef 2.5; Cl 2.12), porém não se limita a tal, mas, também, ao renovar constantes da vida da pessoa (Rm 8.11; Cl 3.1), pois Paulo que já era salvo nEle ainda desejava o prosseguimento deste conhecimento. Tal definição é admitida conforme segue um dos sentidos de ressurreição (anastaseos) no original – ser sarado e ter seu altar. Então, amado leitor, se a situação está difícil e a desesperança se faz presente em sua vida o levando a desejar a morte, eu digo a você: conheça o poder da ressurreição, pois essa lhe possibilitará dia após dia ser renascido, começar de novo, dar novo sentido em cada amanhecer – RENOVAR! Como Leonardo Gonçalves canta em sua música (Ele Vive): E hoje sou livre, pois Ele vive… E eu sou livre, eu sou livre enfim, de mim… Da água renasci e faz sentido servir Alguém melhor que eu… Todo dia de manhã quero renascer…
  1. A participação em Seus sofrimentos: Interessante destacar essa palavra sofrimento. Os jovens que se cortam/se mutilam têm buscado evidenciar um sofrimento interno, um tipo de comunicação que não é verbal. E assim, consequentemente, participa de algum sofrimento proposto (pela baleia azul). Em contraste com isso podemos participar dos sofrimentos de Cristo. Isso não se refere a mutilação, a penitências físicas ou a estigmas. Refere-se à renúncia diária, as aflições externas constantes por causa do evangelho (que traz a paz interna), como também a possível perseguição. Isso é visível quando o apóstolo escreve, pois estava preso, além da verdade que ele deixa no capítulo 4.11 e 12, como também outros textos: 1Co 9.1 – 15; 2Co 11.25 – 27. Aqui vale deixar para a reflexão: Bem-aventurados serão vocês quando, por minha causa, os insultarem, os perseguirem e levantarem todo tipo de calúnia contra vocês (Mt 5.11). Essa palavra participação refere-se e se unir, associar-se com os sofrimentos de Cristo, de renúncia e consequências de tais, já que uma vez estamos unidos ao seu corpo. Acompanha a essa palavra o artigo tw/n/ton” que é um dativo que transmite o sentido de proveito/dano recaído, ou seja, tal participação é um dano, a principio, que recai sobre quem deseja isso, porém é um proveito para quem vive tal. Contudo, vale constar, que a participação deste sofrimento traz paz e satisfação ao coração de quem participa. Não é cruel! Não gera desesperança! É maravilhoso! Traz paz! Jesus certa vez disse: Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve – (Mt 11.28 – 30).

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 FINALIZANDO

Existe um vazio em nosso coração que só pode ser preenchido pela cruz de Cristo, através da compreensão dela. Há uma falta de sentido em nossa vida que só pode ser satisfeita quando Ele se torna o centro de nossas vidas. É como um jogo de quebra cabeça que só terá sentido quando todas as peças estiveram definidamente em seus devidos lugares. Para muitos, Jesus é a peça que falta para trazer sentido a esse jogo chamado vida!

“Dá-me Jesus, Ele é tudo que preciso para continuar!”

(Gregório Mcnutt).

“Não há um único centímetro quadrado, em todos os domínios de nossa existência, sobre os quais Cristo, que é soberano sobre tudo, não clame: ‘É meu!’”

(Abraham Kuyper)

Aqui neste vídeo vemos um resumo do livro de Max Weber acerca do tema, e apologeticamente vemos a influência e mudança que a fé cristã, na ótica calvinista, realizou no mundo ocidental e em vidas, as levando a uma crescente de qualidade de vida. Por que apologeticamente? Porque a apologética não é só defender as doutrinas e a fé cristã, mas é responder com as doutrinas e a fé cristã perguntas que podem trazer transformações sociais, pessoais, econômicas, culturais, educacionais, profissionais e assim por diante.

Assistam:

“Só o evangelho resolve o problema da morte”

(John Piper)

“Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória? Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo”.

(Paulo, o apóstolo)

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Nesta semana, última de novembro e primeira de dezembro de 2016, houve a tragédia do ano. Impactou o mundo e cada vida existencialmente. O avião que transportava jornalistas e o time da Chapecoense, que estava em ascendência com seu futebol, caiu e com isso várias vidas foram ceifadas.

Há pergunta existencial que há para todos nós neste momento a fim de buscarmos uma resposta apologética  partindo do pressuposto da fé cristã revelada nas Escrituras é: Quais lições tal tragédia nos ensina?

Bem, tentarei apontar algumas:

 

FRAGILIDADE DA VIDA:

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A vida é um sopro… A juventude não é eterna… Somos seres frágeis… Diante de Eclesiastes (um livro que tem ar de desespero, mostrando o vazio da vida), capítulo 11, versículos 9 – 11, podemos afirmar que nossa vida é curta para a vivermos irresponsavelmente e três princípios precisam ser observados diante disso. Primeiro, precisamos renunciar os almejos de nosso coração (verso 9ab), pois Deus pedirá contas (9c, 11 e 14), logo, fujamos dos desejos pecaminosos que o coração traz (10), porque a juventude é vaidade – do hebraico “hebhe,” tem o significado de “vapor” ou “sopro”, portanto, a juventude é como vapor e o sopro, vêm e passam igual à vida de vaidades (10c).

Segundo, precisamos de estimulo e firmeza (capítulo 12.11). O Aguilhão era um objeto formado de couro cru e composto de ruelas de aço, sua medida era de 1,80m, servia para fazer os animais andarem. Ele serve como analogia de estimulo para nossa vida cristã. Os pregos naquele tempo eram grandes para firmarem fortemente as coisas, e serviam para mantêm os animais amarrados. Ele serve como analogia de firmeza para nossa vida cristã. Juntando os dois podemos concluir que devemos nos estimular e nos firmar na palavra, na fé cristã revelada nela, cada vez mais.

Terceiro (capítulo 12.13) aprendamos a temer a Deus e guardar os mandamentos dEle (Sl 119.9 – 11), pois são a fonte da sabedoria. Portanto, em suma, devemos reconhecer que nossa vida é um passar rápido neste mundo, e passará como ele, mas a nossa vida de integridade diante Deus e sua palavra será permanecida eternamente e cada um terá a recompensa conforme a buscou. Sugiro ainda, para complementar este tópico, a leitura de Sl 90.9 e 10: Pois todos os nossos dias vão passando na tua indignação; acabam-se os nossos anos como um conto ligeiro. A duração da nossa vida é de setenta anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o melhor deles é canseira e enfado, pois passa rapidamente, e nós voamos.

 

DOUTRINA E NATUREZA DA MORTE:

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Existem duas doutrinas filosóficas que precisamos levar em consideração, a saber: 1) Fatalismo, a qual ensina que tudo acontece no universo é por forças externas onde a escolha e o esforço do ser-humano não faz diferença. 2) Determinismo, a qual ensina que todos os acontecimentos do universo obedecem às leis naturais de tipo causal.

O acidente com o avião e, consequentemente, as mortes que houve lá são consideradas um fatalismo, pois elas foram realizadas por uma força externa e o ser-humano nada pode fazer para mudar tal; como também um determinismo, pois obedecem às leis naturais (ciclo natural da vida), neste último podemos compreender melhor com tal ilustração:

Há muitos e muitos anos atrás, num dos vilarejos que sempre existiram nos arredores de Bagdá, um homem mandou seu escravo ir à feira livre.
Quase uma hora depois, o serviçal entra correndo pela porta da frente, em pânico, gritando:
– Meu senhor, meu senhor… por favor, empreste-me um camelo… eu preciso fugir.
– O quê está havendo, homem, perguntou-lhe o senhor.
– Eu estava na feira, como o senhor me mandou, e tive a infelicidade de dar de cara com a “dona” Morte, e ela olhou para mim com um olhar ameaçador. Por favor, meu senhor, empreste-me um camelo. Tenho parentes em Bagdá e lá ela não vai me encontrar. Sei onde me esconder… a cidade é grande.
O homem emprestou o camelo ao seu escravo, vestiu sua vestimenta e foi à feira. Encontrou-se com a “dona” Morte e foi logo lhe perguntando:
– “Dona” Morte, por quê a senhora olhou para o meu escravo com um olhar ameaçador?
– Em absoluto, respondeu a Morte, não olhei para o seu escravo com um olhar ameaçador. Olhei para ele com um olhar de espanto, pois tenho um encontro com ele daqui há pouco em Bagdá e não entendi como ele ainda está aqui.

Por conseguinte, a tragédia que gerou a morte deles faz que urja a necessidade de refletirmos que todos nós morreremos (fatalismo) e não sabemos quando tal foi determinada para acontecer (determinismo). Com isso em mente eu te pergunto: Qual é a sua esperança além-mundo? Qual é a sua consolação? Talvez um envolvimento bíblico-doutrinário do que é a morte nos leve a uma consolação e conforto sobre tal tema neste tempo de tragédia como para um apontamento futuro. Para isso responderemos três perguntas:

  • O que é morte? Ela é a consequência do pecado (Gn 2.16 e 17; Rm 6.23) e a perca da benção do homem de ter a vida eterna aqui na terra, como, também, a extinção da vida física, onde o corpo volta ao pó da terra (Gn 3.19; Ec 12.7).
  • Quais são as mortes existentes? 1) Espiritual, a separação do indivíduo de Deus (Rm 3.23). Nossa alma está com uma barreira entre ela e Deus, e a solução de tal está na história da paixão de Cristo e nossa vida voltada a isso. 2) Física, é a separação entre a alma, o espírito e o corpo (Gn 2.17; 3.19; Ec 12.7; Rm 5.12; 6.23); sobre essa que estamos refletindo. 3) Eterna, é a segunda morte, é a separação eterna do indivíduo com Deus onde será condenado e sofrerá para sempre (Mt 13.49 – 50; 25.41; Lc 16.19 – 31; 2 Ts 1.7 – 9; Ap 2.11; 20. 6 e 14; 21.8). Aqui a alma será para sempre distanciada e separada de Deus e sobre tal é que deve está nossa maior preocupação, se a herdaremos ou não. Para não herdá-la é preciso haver a entrega voluntária de nossas vidas a Cristo Jesus.
  • O que ocorre com os cristãos pós-morte? A alma não adormece, portanto, não está certa a doutrina do sono da alma (Ec 12.7; Lc 16.22 – 25; 23.43; At 7.59 e 60; Hb 12.23; Ap 6.9 – 11); não vai ao purgatório, portanto, não está certa tal doutrina (1 Co 3.15); não voltará viver em outro corpo, portanto, a doutrina da reencarnação cai por terra (Hb 9.27; falta de textos para basear essa doutrina). Para os salvos, a morte é a passagem para a vida eterna com Cristo (Lc 16.20 – 24; 23.46; 2 Co 5.1, 6 – 8 ; Fp 1.23), em estado de consciência.

Diante de toda essa exposição gosto de fazer um insight entre o que o filósofo Kant falou certa vez, “se vale a pena viver e se a morte faz parte da vida, então, morrer vale a pena”, com as palavras do apóstolo Paulo em 2Co 5.6 – 8 e Fl 1.21.23: Pelo que estamos sempre de bom ânimo, sabendo que, enquanto estamos no corpo, vivemos ausentes do Senhor (Porque andamos por fé e não por vista.). Mas temos confiança e desejamos, antes, deixar este corpo, para habitar com o Senhor… Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho. Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor.

 

CONCLUSÃO:

Lamentavelmente a nossa cultura ocidental nos ensina a fugir da reflexão sobre este tema e conceito, todavia, em contraponto o salmista nos instrui em oração ao Senhor: Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos coração sábio (Sl 90.12). Por fim, para complementar, deixo esta reflexão de três minutos de John Piper:

Filósofo Clóvis de Barro X Jesus de Nazaré

Publicado: 23 de novembro de 2016 em Sem categoria

Herman Dooyeweerd certa disse que “toda verdade é verdade de Deus, mesmo pronunciada pela boca de um ímpio”.

Não afirmo, e não posso fazer isso, que o professor Clovis é um pio ou um ímpio. Porém, o que quero deixar notório aqui é a afirmação singular de que este professor de filosofia corporativa da USP faz e converge com a fé cristã.

É simplesmente fascinante, maravilhoso!!

Este foi o tema redacional do ENEM deste ano, 2016, exame realizado neste final de semana que passou. Quero aproveitar, portanto, a atualidade e particularidade do assunto e tecer (não fazer uma redação de 30 linhas, rs!) um breve texto sobre ele.

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Quando soube (via timeline do facebook) sobre o tema, automaticamente lembrei-me de um vídeo que vi do filósofo e educador Mario Sérgio Cortella, dias atrás. Neste vídeo ele falava, parafraseando-o, que religião não é coisa de gente tonta, mas coisa de gente, e que existe gente tonta dentro da religião, como também existe em outras esferas da sociedade. Particularmente, dou toda a razão para ele! Essas pessoas “tontas” que existem fazem que sua ideologia, comunidade, filosofia, crença, opinião e assim por diante, se tornem intolerantes. Uma vez que tais estão no meio religioso, fazem com que a religião se torne intolerante – com o real significado de quê essa palavra conota, de fundamentalismo ou extremismo que leva a atitudes contra outros que são perigosas, danosas, catastróficas e até criminosas; e não do uso trivial se tornou para os existencialistas ou marxistas que usam, incoerentemente, de forma intolerante para denunciar a possível “intolerância” daquilo que os questiona e os desmascara.

Quando há a manifestação dessas pessoas “tontas” que promovem a intolerância no meio religioso como é que podem ser combatidas? Quais caminhos a percorrer? Embora o tema proponha caminhos (plural) eu quero destacar um caminho (singular). O caminho o qual pode ser trilhado para combater a intolerância e os intolerantes é a própria religião. Como assim? Ilustrando, sabemos que muitos venenos que matam também são usados para tratar doenças cardiovasculares, alergias e etc., da mesma forma, mesmo sabendo que muitas religiões e a maneira que elas são expressas podem matar, existe uma ramificação dela que salva, liberta e quando corretamente aplicado, combate a própria intolerância religiosa.

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Essa ramificação, singular, a qual falo é a fé cristã revelada nas Escrituras Sagradas. Essa ramificação, singular, a qual eu falo é a manifestação da graça de Deus revelada em Cristo Jesus (o único caminho, verdade e vida). Sim, a fé e a graça revelada nas Escrituras combate a intolerância religiosa. De inúmeros exemplos que poderia citar vou me limitar em dois, vejamos:

Primeiro, nestes meses tenho pregado na comunidade a qual sou pastor acerca do livro de Gálatas, que coloquei como tema: Mergulhando na Graça. Este livro fora escrito por Paulo, o apóstolo, para as igrejas da Galácia que era uma província do Império Romano que ficava localizado onde hoje é a atual Turquia. Era composta de várias cidades e tinha várias igrejas. Depois que Paulo pregou e passou por lá (Atos 13 e 14) aconteceu que alguns intolerantes religiosos chamados Judaizantes foram ali a fim de fazer os gálatas começarem a seguir regras religiosas passadas (circuncidar, guardar dias especiais e tal) para serem “salvos”. Isso chegou ao ouvido de Paulo que ficou perplexo e logo escreveu uma carta ensinando-os que a salvação só viria através da graça, isto é, do amor que impulsionou o coração de Deus em enviar Cristo para morrer em nosso lugar assumindo papel de maldito e levando sobre Ele a nossa maldição. Assim, não há nenhum tipo de esforço humano que alguém possa fazer para ser salvo, pois é só através deste favor imerecido e impagável que Deus fez por nós, no dadivando tal. Se a graça é uma dádiva, presente, que vem de Deus, logo, não pode haver manipulação ou leis religiosas que forcem o homem a viver como “salvo”, pois ele nunca conseguirá, se não for naturalmente através da justificação pela fé (tema central do livro) e pela graça. Uma vez que a graça é entendida ela faz os homens compreenderem seu papel de imperfeição e esperar somente em Deus a devida transformação, portanto, não agindo com imposições e, por conseguinte, com intolerância aos outros.

Segundo, muitas vezes Jesus afrontou a intolerância religiosa dos mestres da lei (fariseus, saduceus e escribas) de sua época, mostrando que tal mostrava hipocrisia da parte deles e não priorizava e nem salvava o outro. Em uma dessas histórias cito o episódio do homem das mãos atrofiadas (Mc 3.1 – 5). Jesus o curou em um dia que era proibido pela religião judaica. Ele quebrou o sistema e priorizou o ser-humano, demonstrando assim a graça a qual ele veio demonstrar e implantar. Esta graça faz com que nos livremos do legalismo ou intolerância religiosa e estendemos nossas mãos para ajudar o outro, em sua real necessidade. Que abdiquemos de nossos direitos em favor do ser.

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Portanto, o caminho para combater a real intolerância religiosa no Brasil é o ensinar e o se envolver com um tema que é da “religião”, melhor, que é do evangelho, da fé e das Escrituras, e este tema é a graça de Deus demonstrada no seu Filho Jesus e visível na leitura de Gálatas. Essa levará o ser dispensar e receber, naturalmente, benevolência e o favor para com todos, como foi de Deus para os seus. Não imporá nada a ninguém e nem a si, pois por si mesmo sabe que não consegue viver algo. Deixa que Deus aja livremente na vida de cada um.

Esse foi um dos discursos que fez a reforma protestante brotar e se livrar da intolerância religiosa da época. Que fez também os batistas lutarem pela liberdade de consciência, sendo reconhecida tal atitude pelo filósofo John Locke.

Ultimando este texto eu deixo aqui meu desafio para você: Entenda dessa graça, se envolva com ela e deixe que a mesma naturalmente leve a você e a outros se aperfeiçoarem em tudo, até mesmo no tema proposto pelo ENEM.

“Maravilhosa graça, quão doce é o som que salvou um miserável como eu. Eu estive perdido, mas agora fui encontrado era cego, mas agora eu vejo”.

(John Newton – ex-traficante de escravos).

 

Cosmovisão Cristã

Publicado: 19 de agosto de 2016 em Sem categoria

Hoje compartilho com vocês um artigo que li e retirei do link: http://reformai.com/cosmovisao-crista/. Tal artigo tem haver com a apologética pressuposicionalista, visto que a mesma trabalha fortemente com a construção e aplicação de uma cosmovisão cristã para vidas e sociedades, embasada no NeoCalvinismo e na Filosofia Reformista. Boa leitura!

Como você se posiciona frente aos vários acontecimentos do mundo? Qual a sua opinião a respeito do aborto e da sexualidade? Como você vê o casamento? Qual deve ser o destino da educação e da política? Homossexualismo? Sobre o trabalho? Educação infantil?

A resposta para todas estas perguntas dependerá em qual cosmovisão você crê. E para todas estas perguntas o cristianismo oferece respostas adequadas. Está é a Cosmovisão Cristã!  O Cristianismo aborda vários temas sobre a vida, trabalho, sexualidade, educação, política, ética, família e sobre muitas outras coisas presentes na sociedade. Tudo isso faz parte de uma Cosmovisão Cristã.

Mas, o que é “cosmovisão”?

Cosmovisão é um conjunto de suposições e crenças que alguém usa para interpretar e formar opiniões acerca da sua humanidade, propósito de vida, deveres no mundo, responsabilidades para com a família, interpretação da verdade, questões sociais, etc. Todo ser humano possui uma cosmovisão, mesmo que ele não saiba.

Uma cosmovisão define o que a pessoa é, o que ela irá defender e até como irá viver.  É a maneira pela qual a pessoa vê ou interpreta a realidade. É uma visão que direcionará a maneira como você verá e interpretará o mundo.  Ela é como um óculos, para que a realidade faça sentido é preciso visualizá-la de acordo com uma cosmovisão coerente e verdadeira, ou seja, com as “lentes corretas”.

A cosmovisão é como um mapa mental que nos diz como navegar de modo eficaz no mundo. 

Porém, hoje, vamos focar em uma Cosmovisão Cristã. Para o cristão, ela vai colocar o entendimento do universo como criação de Deus, e em todas as esferas de conhecimento, possíveis de estarem presentes na humanidade, como procedentes do Deus único e verdadeiro, Senhor do universo, comunicadas a nós por Cristo “… no qual estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento” (Cl 2.3). b

Uma Cosmovisão Cristã é fundamental para ser um contraponto aos sistemas ideológicos vigentes na atualidade. O mundo diz que a moral é relativa, a Bíblia diz que ela é absoluta. O mundo secular exalta o homem, exalta governos, exaltam intelectos e pensamentos, a Bíblia exalta a Deus e sua Soberania.

Implantar uma cosmovisão cristã é uma necessidade, vide o fracasso das cosmovisões seculares. Ao observarmos a sociedade, fica evidente que ela vai muito mal. O relativismo e o politicamente correto têm tomado conta da televisão, das notícias, das pessoas. A sociedade se tornou um antro de pornografia, violência, de gratificação imediata dos prazeres. O culto ao homem tomou lugar do culto a Deus. Os preceitos morais estão a cada dia sendo “desconstruídos” e erradicados. A família se tornou descartável, perdeu sua importância, tornou-se apenas um mero arranjo entre pessoas.

Por tudo isso, há uma necessidade urgente de estabelecer uma Cosmovisão Cristã, há a necessidade de que ela seja ensinada aos cristãos e à sociedade. Por isso, a importância de escolas cristãs, de faculdades e centros acadêmicos que tenham a palavra como balizador de seus ensinos.  A fé cristã deixa de ser uma “questão religiosa” para o domingo, apenas para dentro das igrejas, e volta a assumir o seu posto original de guia moral e cultural para o mundo.

O Cristianismo vai além da fé que temos ou do culto que prestamos na igreja. Ele é uma estrutura para compreender e modificar a sociedade, a realidade. Vai muito além das questões religiosas, ele define a moral de um povo, de uma sociedade. Através dele podemos moldar a cultura de uma nação, podemos mudar o rumo de uma sociedade. Não nos deixemos moldar pelas visões vigentes nestes mundos, não andemos de braços dados com ideologias pagãs e satânicas, olhemos para a Palavra, e dela devemos extrair uma cosmovisão para nossas vidas e para toda uma sociedade.

Soli Deo Glória!

Todo Cristão Deve Ser Um Apologista

Publicado: 12 de julho de 2016 em Sem categoria

 

O meu professor de apologética no seminário contou histórias de reações estranhas que ele recebeu quando dizia às pessoas o que fazia da vida. A melhor história envolveu uma funcionária que lidava com empréstimos bancários. Quando ele disse à funcionária que ele era professor de apologética, ela replicou: “isso é maravilhoso”, e então acrescentou: “nesses dias, nós realmente precisamos ensinar às pessoas a como pedir desculpas”.

A funcionária estava tanto certa quanto errada. Nós realmente precisamos de professores de apologética, mas apologética não tem a ver com pedir desculpas. Ao invés disso, tem a ver com defender a fé. Na verdade, defender a fé é tão urgente hoje que nós precisamos de mais do que professores de apologética – nós precisamos que todos os cristãos percebam que são apologistas.

Um dos livros recentes do Dr. R.C. Sproul é intitulado Everyone’s a Theologian [Todo mundo é um teólogo]. Nós poderíamos dizer igualmente que “todo mundo é um apologista”. Aqueles que estão em Cristo e têm sido levados a ver a verdade e a beleza do evangelho têm tanto a obrigação quanto o privilégio de defendê-lo. Nós somos obrigados a “dar uma resposta”. Nós não podemos simplesmente depender dos filosoficamente dotados ou dos culturalmente adaptados para carregar esse o peso. Todos são apologistas.

O mandamento

A palavra grega apologia significa literalmente “falar a”. Através do tempo, veio a significar “fazer uma defesa”. Quando Atenas acusou Sócrates de ser nocivo à sociedade, ele teve que oferecer a sua defesa. Ele a intitulou Apologia. Ele se colocou diante dos “homens de Atenas”, oferecendo-lhes sua defesa racional. O Novo Testamento usa o termo 17 vezes. Muitos episódios dizem respeito a casos de tribunal, tais como a hora em que Paulo apareceu diante do Concílio Judaico em Atos 22 e diante de Festo em Atos 25. Paulo também fala do aprisionamento dele em Roma como uma apologia do Evangelho (Filipenses 1.7,16).

O texto clássico para a palavra grega apologia é 1Pedro 3.15-16. A primeira carta de Pedro foi escrita aos “exilados” que viviam na Ásia Menor, que se localizava na Turquia de hoje. Esses cristãos exilados sofreram perseguição e foram condenados ao ostracismo por causa da fé que possuíam. Eles foram insultados e caluniados. Alguns deles sofreram nas mãos dos membros de suas próprias famílias.

Pedro ordena a esses exilados que não vivam com medo ou covardia diante da oposição. Ao invés disso, ele ordena a esses cristãos exilados – e a nós – que estejam sempre prontos para fazer uma defesa. O verbo principal “fazer uma defesa”, a partir da palavra grega apologia, está no modo imperativo. O modo imperativo é usado para ordens. Não há processo de adiamento aqui. A ordem se estende a todos nós.

Mais adiante, Pedro nos diz como fazer nossa defesa. Ele observa que devemos “sempre estar preparados”. Esta é uma ordem difícil de cumprir. Questionamentos sobre a nossa fé tendem a vir em tempos inesperados. A fim de que estejamos sempre prontos, devemos conhecer nossa fé, o que significa que devemos conhecer nossa teologia. Nós também devemos conhecer nosso público. Vemos isso no exemplo de Paulo sobre ser apologista no Areópago em Atenas (Atos 17:16-34). Pedro também nos diz que devemos fazer nossa defesa “com mansidão e temor” (1Pedro 3.15). Essa é uma ordem mais difícil ainda de cumprir. A palavra traduzida como “temor” poderia igualmente ser traduzida como “reverência”. É a mesma palavra usada para dizer como devemos nos aproximar de Deus. Então, nós, os exilados, temos que tratar os que nos interrogam com mansidão e reverência.

Então, aí está o versículo 16. Pedro nos lembra que o que nós somos é pedacinho por pedacinho tão importante quanto o que dizemos. Que o testemunho de nossas vidas não leve o testemunho das nossas palavras à vergonha. Ao invés disso, que “o bom procedimento em Cristo” também seja nossa apologética.

O momento

Antes de Paulo se levantar e fazer sua defesa em Atenas, Atos 17.16 nos lembra que o Espírito de Paulo “se revoltava”.

Se alguém tiver entrado em coma em 2011 e acordado 5 anos depois, em 2016, provavelmente perguntaria: “o que aconteceu ao meu país?”. A mudança cultural recente tem sido cataclísmica e exige uma resposta. Que a nossa resposta não seja covardia ou intransigência. Senão, nós violaríamos a ordem de 1Pedro 3.15-16. Nós deixaríamos de ser a igreja.

Ao invés disso, que nossos corações sejam agitados dentro de nós. Que nós sejamos apologistas, confiantes no evangelho e com compaixão por nossos perseguidores. Que sempre estejamos pronto para dar a razão da esperança que está em nós – a única esperança em um mundo com necessidade desesperada do evangelho.

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O Dr. Stephen J. Nichols é professor na Lancaster Bible College and Graduate School, e conquistou seu Ph.D. no Westminster Theological Seminary. Ele é membro da Evangelical Theological Society e, dentro da sociedade, é presidente do Grupo de Estudo Jonathan Edwards.

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Retirado do link: http://voltemosaoevangelho.com/blog/2016/07/todo-cristao-deve-ser-um-apologista/

Entrevista com Luiz Felipe Pondé

Publicado: 24 de junho de 2016 em Sem categoria
Muito boa tal entrevista em que fala sobre temas de superioridade da fé acerca do ateísmo pensante (existencialismo filosófico) e o ateísmo prática (marxismo). Tal entrevista de torna convergente pelo motivo de ser articulada por um ser pensante não cristão, contudo, entendendo a máxima do cristianismo e sua relevância.
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A revista Veja de 13/7 publicou entrevista interessante com o filósofo Luiz Felipe Pondé, de 52 anos. Responsável por uma coluna semanal na Folha de S. Paulo e autor de livros, Pondé costuma criticar certezas e lugares-comuns bem estabelecidos entre seus pares. Professor da Faap e da PUC, em São Paulo, o filósofo também é estudioso de teologia e considera o ateísmo filosoficamente raso, mas não é seguidor de nenhuma religião em particular. Pondé diz que “a esquerda é menos completa como ferramenta cultural para produzir uma visão de si mesma. A espiritualidade de esquerda é rasa. Aloca toda a responsabilidade do mal fora de você: o mal está na classe social, no capital, no estado, na elite. Isso infantiliza o ser humano. Ninguém sai de um jantar inteligente para se olhar no espelho e ver um demônio. Não: todos se veem como heróis que estão salvando o mundo por andar de bicicleta”. Sobre sexo, ele diz: “Eu considero a revolução sexual um dos maiores engodos da história recente. Criou uma dimensão de indústria, no sentido da quantidade, das relações sexuais – mas na maioria elas são muito ruins, porque as pessoas são complicadas.”
Por que a política não pode ser redentora?
O cristianismo, que é uma religião hegemônica no Ocidente, fala do pecador, de sua busca e de seu conflito interior. É uma espiritualidade riquíssima, pouco conhecida por causa do estrago feito pelo secularismo extremado. Ao lado de sua vocação repressora institucional, o cristianismo reconhece que o homem é fraco, é frágil. As redenções políticas não têm isso. Esse é um aspecto do pensamento de esquerda que eu acho brega. Essa visão do homem sem responsabilidade moral. O mal está sempre na classe social, na relação econômica, na opressão do poder. Na visão medieval, é a graça de Deus que redime o mundo. É um conceito complexo e fugidio. Não se sabe se alguém é capaz de ganhar a graça por seus próprios méritos, ou se é Deus na sua perfeição que concede a graça. Em qualquer hipótese, a graça não depende de um movimento positivo de um grupo. Na redenção política, é sempre o coletivo, o grupo, que assume o papel de redentor. O grupo, como a história do século 20 nos mostrou, é sempre opressivo.
Em que o cristianismo é superior ao pensamento de esquerda?
Pegue a ideia de santidade. Ninguém, em nenhuma teologia da tradição cristã – nem da judaica ou islâmica –, pode dizer-se santo. Nunca. Isso na verdade vem desde Aristóteles: ninguém pode enunciar a própria virtude. A virtude de um homem é anunciada pelos outros homens. Na tradição católica – o protestantismo não tem santos –, o santo é sempre alguém que, o tempo todo, reconhece o mal em si mesmo. O clero da esquerda, ao contrário, é movido por um sentimento de pureza. Considera sempre o outro como o porco capitalista, o burguês. Ele próprio não. Ele está salvo, porque reclica lixo, porque vota no PT, ou em algum partido que se acha mais puro ainda, como o PSOL, até porque o PT já está meio melado. Não há contradição interior na moral esquerdista. As pessoas se autointitulam santas e ficam indignadas com o mal do outro.
Quando o cristianismo cruza o pensamento de esquerda, como no caso da Teologia da Libertação, a humildade se perde?
Sim. Eu vejo isso empiricamente em colegas da Teologia da Libertação. Eles se acham puros. Tecnicamente, a Teologia da Libertação é, por um lado, uma fiel herdeira da tradição cristã. Ela vem da crítica social que está nos profetas de Israel, no Antigo Testamento. Esses profetas falam mal do rei, mas em idealizar o povo. O cristianismo é descendente principalmente desse viés do judaísmo.
Também o cristianismo nasceu questionando a estrutura social. Até aqui, isso não me parece um erro teológico. Só que a Teologia da Libertação toma como ferramenta o marxismo, e isso sim é um erro. Um cristão que recorre a Marx, ou a Nietzsche – a quem admiro –, é como uma criança que entra na jaula do leão e faz bilu-bilu na cara dele. É natural que a Teologia da Libertação, no Brasil, tenha evoluído para Leonardo Boff, que já não tem nada de cristão. Boff evoluiu para um certo paganismo Nova Era – e já nem é marxista tampouco. A Teologia da Libertação é ruim de marketing. É como já se disse: enquanto a Teologia da Libertação fez a opção pelo pobre, o pobre fez a opção pelo pentecostalismo.
O senhor acredita em Deus?
Sim. Mas já fui ateu por muito tempo. Quando digo que acredito em Deus, é porque acho essa uma das hipóteses mais elegantes em relação, por exemplo, à origem do universo. Não é que eu rejeite o acaso ou a violência implícitos no darwinismo – pelo contrário. Mas considero que o conceito de Deus na tradição ocidental é, em termos filosóficos, muito sofisticado. Lembro-me sempre de algo que o escritor inglês Chesterton dizia: não há problema em não acreditar em Deus; o problema é que quem deixa de acreditar em Deus começa a acreditar em qualquer outra bobagem, seja na história, na ciência ou sem si mesmo, que é a coisa mais brega de todas. Só alguém muito alienado pode acreditar em si mesmo. Minha posição teológica não é óbvia e confunde muito as pessoas. Opero no debate público assumindo os riscos do niilista. Quase nunca lanço a hipótese de Deus no debate moral, filosófico ou político. Do ponto de vista político, a importância que vejo na religião é outra. Para mim, ela é uma fonte de hábitos morais, e historicamente oferece resistência à tendência do Estado moderno de querer fazer a cura das almas, como se dizia na Idade Média – querer se meter na vida moral das pessoas.
Por que o senhor deixou de ser ateu?
Comecei a achar o ateísmo aborrecido, do ponto de vista filosófico. A hipótese de Deus bíblico, na qual estamos ligados a um enredo e um drama morais muito maiores do que o átomo, me atraiu. Sou basicamente pessimista, cético, descrente, quase na fronteira da melancolia. Mas tenho sorte sem merecê-la. Percebo uma certa beleza, uma certa misericórdia no mundo, que não consigo deduzir a partir dos seres humanos, tampouco de mim mesmo. Tenho a clara sensação de que às vezes acontecem milagres. Só encontro isso na tradição teológica.
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Retirado do link: https://sintesecristablog.wordpress.com/2016/01/22/filosofo-luiz-felipe-ponde-explica-por-que-deixou-de-ser-ateu/

Frases notáveis a respeito da Bíblia

Publicado: 3 de junho de 2016 em Sem categoria

Frase notáveis a respeito da bíblia feitas por cristãos ou não, salientando assim uma convergência acerca de sua autoridade impar independentemente do credo.

Abraão Lincoln:Creio que a Bíblia é o melhor presente que Deus já deu ao homem. Todo o bem, da parte do Salvador do mundo, nos é transmitido mediante este livro”.

W. E. Gladstone:Dos grandes homens do mundo, meus contemporâneos, tenho conhecido noventa e cinco, e destes, oitenta e sete foram seguidores da Bíblia. A Bíblia assinala-se por uma peculiaridade de Origem. Uma distância imensurável separa-a de todos os outros livros”.

George Washington:Impossível é governar bem o mundo sem Deus e sem a Bíblia”.

Napoleão:A Bíblia não é um simples livro, senão uma Criatura Vivente, dotada de uma força que vence a quantos se lhe opõem”.

Rainha Vitória:Este livro dá a razão da supremacia da Inglaterra”.

Daniel Webster:Se existe algo nos meus pensamentos ou no meu estilo que se possa elogiar, devo-o aos meus pais que instilaram em mim, desde cedo, o amor pelas Escrituras. Se nos ativermos aos princípios ensinados na Bíblia, nosso País continuará prosperando sempre. Mas se nós e nossa posteridade negligenciarmos suas instruções e sua autoridade, ninguém poderá prever a catástrofe súbita que nos poderá sobrevir, para sepultar toda a nossa glória em profunda obscuridade”.

Thomas Carlyle:A Bíblia é a expressão mais verdadeira que, em letras do alfabeto, saiu da alma do homem, mediante a qual, como através de uma janela divinamente aberta, todos podem fitar a quietude da eternidade, e vislumbrar seu lar longínquo, há muito esquecido”.

John Ruskin:Qualquer que seja o mérito de alguma coisa escrita por mim, deve-se tão só ao fato de que, quando eu era menino, minha mãe lia todos os dias para mim um trecho da Bíblia, e cada dia fazia-me decorar uma parte dessa leitura”.

Charles A. Dana:O grandioso velho Livro ainda permanece; e este mundo velho, quanto mais tiver suas folhas volvidas e examinadas com atenção, tanto mais apoiará e ilustrará as páginas da Palavra Sagrada”.

Ferrar Fenton:Nas Escrituras hebraico-cristãs temos a única chave que abre para o homem o Mistério do Universo e, para esse mesmo homem, o Mistério do seu próprio eu”.

Thomas Huxley:A Bíblia tem sido a Carta Magna dos pobres e oprimidos. A raça humana não está em condições de dispensá-la”.

W. H. Seward:Toda a esperança de progresso humano depende da influência sempre crescente da Bíblia”.

Patrick Henry:A Bíblia vale a soma de todos os outros livros que já se imprimiram”.

U. S. Grant:A Bíblia é a âncora-mestra de nossas liberdades”.

Robert E. Lee:Em todas as minhas perplexidades e angústias a Bíblia nunca deixou de me fornecer luz e vigor”.

Lord Tennyson:A leitura da Bíblia já de si é uma educação”.

Horace Greeley:É impossível escravizar mental ou socialmente um povo que lê a Bíblia. Os princípios bíblicos são os fundamentos da liberdade humana”.

John Quincy Adams:Tão grande é a minha veneração pela Bíblia que, quanto mais cedo meus filhos começam a lê-la, tanto mais confiado espero que eles serão cidadãos úteis à pátria e membros respeitáveis da sociedade. Há muitos anos que adoto o costume de ler a Bíblia toda, uma vez por ano”.

Immanuel Kant:A existência da Bíblia, como livro para o povo, é o maior benefício que a raça humana já experimentou. Todo esforço por depreciá-la é um crime contra a humanidade”.

Charles Dickens:O Novo Testamento é mesmo o melhor livro que já se conheceu ou que se há de conhecer no mundo”.

Sir William Herschel:Todas as descobertas humanas parecem ter sido feitas com o propósito único de confirmar cada vez mais fortemente as verdades contidas nas Sagradas Escrituras”.

Sir Isaac Newton:Há mais indícios seguros de autenticidade na Bíblia do que em qualquer história profana”.

Goethe:Continue avançando a cultura intelectual; progridam as ciências naturais sempre mais em extensão e profundidade; expanda-se o espírito humano tanto quanto queira; além da elevação e da cultura moral do cristianismo, como ele resplandece nos Evangelhos, é que não irão”.

Henry Van Dyke:Nascida no Oriente e vestida de formas e de imagens orientais, a Bíblia percorre as estradas do mundo inteiro, familiarizada com os caminhos por onde vai; penetra nos países, um após outro, para em toda parte sentir-se bem, como em seu próprio ambiente. Aprendeu a falar ao coração do homem em centenas de línguas. As crianças ouvem suas histórias com admiração e prazer, e os sábios ponderam-nas como parábolas de vida. Os maus e os soberbos estremecem com os seus avisos, mas aos ouvidos dos que sofrem e dos penitentes sua voz tem timbre maternal. A Bíblia está entretecida nos nossos sonhos mais queridos, de sorte que o amor, a amizade, a simpatia, o devotamento, a saudade, a esperança, cingem-se com as belas vestimentas de sua linguagem preciosa. Tendo como seu esse tesouro, ninguém é pobre nem desolado. Quando a paisagem escurece, e o peregrino, trêmulo, chega ao Vale da Sombra, não teme nele entrar; empunha a vara e o cajado da Escritura; diz ao amigo e companheiro — ‘Adeus, até breve’. Munido desse apoio, avança pela passagem solitária como quem anda pelo meio de trevas em demanda da luz”. (Do “Companionable Books”, de Henry Van Dyke, por gentileza dos seus editores, Charles Scribner’s Sons).

Fonte: Manual Bíblico de Halley.

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Retirado do link: http://www.estudantesdabiblia.com.br/biblia/frases-notaveis-a-respeito-da-biblia.html

Hoje oferecemos conforme a proposta deste blog a resposta bíblica para perguntas seculares de nossa atualidade: O feminismo é bíblico? O feminismo pode ser misturado com o cristianismo ou vice e versa? 

Essa é uma questão atual e relevante, porém precisamos saber qual é o teor bíblico para tal questionamento. Enfim, a convergência (proposta do blog) que há entre o feminismo e o cristianismo é a valorização da mulher, embora seja de perspectivas diferentes.

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]Vamos jogar um jogo rápido. Chama-se “O que vem à sua mente quando você ouve a palavra?” Aqui vamos nós.
Primeira palavra: Homens.
O que veio à mente? Seja honesta.
Próxima palavra. Casamento.
O que surgiu na sua cabeça?
Próxima palavra: Igualdade
Hmmm… essa vai te fazer ter uma variedade de pensamentos. O que você pensa?
Última palavra: Feminismo
Ah sim. Agora estamos chegando a um ponto controverso.

Qual foi a primeira coisa que veio à sua cabeça quando você leu essa palavra?
Bom trabalho! Você jogou com êxito o seu primeiro jogo “O que vem à mente quando você ouve a palavra?”
Se eu jogasse esse jogo em um grande auditório com 50.000 mulheres de todas as esferas da vida, as respostas seriam surpreendentemente diversificadas. Especialmente quando se trata da palavra feminismo. Esta palavra é, no mínimo, controversa.
O feminismo é um tema interessante, porque ninguém consegue fixar sua definição.
Você sabe por quê? Porque têm dezenas e dezenas de definições.
 
Uma mulher que afirma ser uma feminista pode ser afiliada a um ou mais dos seguintes campos:

 

  1. • Feminismo Liberal
  2. • Feminismo Radical
  3. • Feminismo marxista e socialista
  4. • Feminismo Moderado
  5. • Feminismo Pós-moderno
  6. • Feminismo separatista
  7. • Feminismo Cultural
  8. • Eco –Feminismo

 

E muitos, muitos outros. Eles continuam a evoluir conforme o tempo passa. Cada um desses títulos significa algo um pouco diferente também. É difícil permanecer informado.

Há um campo comum que eu ainda não mencionei. É o campo mais amplamente anunciado e parece ser o que mulheres cristãs tendem a juntar-se.
Chama-se feminismo igualitário.
Após postar um tópico sobre o feminismo, nós (GirlDefined) normalmente recebemos um ou dois e-mails de meninas dizendo coisas como: “O feminismo é uma coisa ótima! Ele luta pela igualdade entre homens e mulheres.” Ou: ” Você está prejudicando as mulheres ao se opor ao feminismo!”
Na verdade, uma menina nos escreveu recentemente um longo comentário explicando por que o feminismo é tão bom. Ela disse:“O feminismo é, essencialmente, sobre a criação de mais oportunidades para as mulheres do que as gerações anteriores tinham”.
Ela, obviamente, se alinha com o campo do “feminismo igualitário.” E eu posso ver o porquê. Feminismo igualitário parece bom. Muito bom.
Então, há algo de errado em ser uma mulher cristã e rotular a si mesma como uma feminista?
Bem, vamos verificar a definição do feminismo igualitário. Leia devagar. “Feminismo igualitário centra-se na obtenção de igualdade entre homens e mulheres em todas as áreas (trabalho, casa, sexualidade, lei)”.
Parece bom.
Mas você entendeu? Feminismo igualitário centra-se na obtenção de igualdade em todas as áreas. Em poucas palavras, significa isto: igualdade para as mulheres não vai acontecer até que todos os papéis tradicionais de gênero em todas as áreas sejam iguais… tipo as mesmas. Nós não somos iguais aos homens até que as mulheres possam trocar livremente os estilos de vida e os papéis com eles.
Aos olhos da maioria das feministas, a igualdade significa que as mulheres devem ter os mesmos trabalhos que os homens. Mesmos planos de vida que os homens. Mesmos papéis no casamento que os homens. Mesmos papéis na criação dos filhos que os homens.
Estou errada?
Pergunte a qualquer mulher que afirma ser uma feminista se ela é a favor de uma esposa submeter-se a seu marido no casamento. Ela raramente vai dizer sim. Por quê? Porque ela acredita que igualdade com os homens significa “não ter distinção”.
O feminismo igualitário se veste de uma forma encantadora com um sorriso e diz: “Nós somos mulheres inocentes… tudo o que realmente desejamos é ser vistas como igualmente valiosas quanto os homens”.
Se isso é realmente tudo o que o feminismo estava preocupado, este post poderia acabar no próximo parágrafo. Mas não é. Nem de perto. O feminismo sempre coloca a “igualdade” na frente da câmera porque é o lado mais atraente.
E é exatamente por isso que recebemos e-mails de meninas cristãs perguntando por que somos contra o feminismo.
Elas veem a encantadora ponta do iceberg feminista e se perguntam, “por que um site cristão como GirlDefined é contra as mulheres terem o mesmo valor que os homens?”
Se essas meninas mergulhassem suas cabeças debaixo d’água, elas rapidamente veriam a gigantesca massa escondida.
O fato é, GirlDefined [1] é 100% a favor da igualdade entre homens e mulheres. Isso deveria ser óbvio. Nós até mesmo escrevemos um artigo sobre isso. E sabe de uma coisa? Nós não pensamos nisso antes e nem o feminismo.
Deus pensou.
Desde o início dos tempos, Deus claramente definiu que “Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gênesis 1:27).
Seres humanos igualmente valiosos.
MAS… Não termina aí.
O homem e a mulher foram criados por Deus para serem iguais em valor, mas diferentes em papéis. Deus não nos projetou para sermos idênticos. Ele não nos projetou para fazermos as mesmas coisas. Ele criou um homem e uma mulher com diferentes funções e trabalhos.
Ele criou dois gêneros diferentes de propósito e com um propósito.
A maioria das feministas não gostam muito do desígnio de Deus para os gêneros.
Elas não gostam da ideia de o homem ser apelidado como o principal líder, iniciador, e provedor. Elas não gostam da ideia de Eva ter sido criada como uma auxiliadora de Adão. Elas simplesmente não gostam dessas coisas.
O feminismo tem rejeitado a Deus como a autoridade final para a vida, e tomou o seu trono. O deus do feminismo orgulhosamente diz: “Eu sei melhor do que Deus e vou viver a minha feminilidade como eu acho que é o melhor”.
Além de não gostar do projeto de Deus para os gêneros, o feminismo igualitário significa muito mais do que o seu nome amigável sugere. Se você fizer um pouco o dever de casa você vai descobrir rapidamente quantas outras questões de “direitos das mulheres” o feminismo igualitário promove.
Vamos mergulhar abaixo da superfície para ver o quão grande e insano este iceberg realmente é.
 
Agora (hoje) quase todos os grupos feministas estão fortemente seguindo:


  1. • O direito da mulher de abortar (homicídio) seu bebê.
  2. • O lesbianismo e o direito de as mulheres se casarem com mulheres.
  3. • Libertação completa de limites sexuais e morais.
  4. • Liberdade de papéis tradicionais de gênero no casamento.
  5. • Rejeição de Deus como a autoridade final na vida.


A maioria dos americanos concordaria que a maioria das feministas estão seguindo fortemente as causas acima. Eu não sei você, mas esses são alguns direitos gravemente anti-bíblicos. Certo?
Se você atualmente afirma ser uma feminista, eu espero que você considere cuidadosamente o que essa palavra significa e a que está em grande parte associada.
Aqui está a verdade difícil de engolir: como uma mulher cristã, você não pode concordar 100% com a Palavra de Deus e concordar 100% com o feminismo ao mesmo tempo. Eles simplesmente não se misturam na maioria das áreas. Na verdade, se nós jogarmos todas as ideologias feministas na mesma panela, a Bíblia seria fortemente oposta a 99% dela.
Em sua raiz, o feminismo é construído sobre uma fundação completamente desprovida de Deus. O movimento feminista é tecido com o mesmo pecado cometido por Satanás no início dos tempos. Um coração rebelde que orgulhosamente diz: “Eu não preciso de você, Deus. Obrigado, mas eu vou fazer as coisas do meu jeito”.
Quando rejeitamos ordens e propósitos criados por Deus para nossas vidas como mulheres, não vamos encontrar a felicidade duradoura.
Nós não vamos encontrar satisfação duradoura. Nós não vamos encontrar paz duradoura. Por quê? Porque, como diz C. S. Lewis, “Deus não pode nos dar uma felicidade e paz para além de si mesmo, porque não há. Não existe.”.
Um estudo secular publicado no UK Daily Mail confirmou este fato, “As mulheres são menos felizes hoje em dia, apesar de 40 anos de feminismo, afirma um novo estudo. Apesar de ter mais oportunidades do que nunca, elas têm um sentido menor de bem-estar e satisfação com a vida.”.
Nós não precisamos de feminismo para nos informar sobre o nosso valor.
Deus já disse que somos igualmente valiosas. Nós não precisamos nos tornar feministas para promover esta área de ensino bíblico. O que nós precisamos é mostrar amorosamente a todas as mulheres quão valiosas e preciosas elas são para Deus. Precisamos voltar a abraçar o desígnio de Deus para o casamento, família, dignidade da vida e sexualidade. Precisamos nos arrepender do nosso orgulho e aceitar a Palavra de Deus como a autoridade em nossas vidas.
O feminismo nunca ofereceu uma solução que a Bíblia já não tenha dado.
A Palavra de Deus tem todas as respostas que precisamos. Em Cristo, nós (homens e mulheres) vamos encontrar toda a realização, valor e propósito que esta vida tem para oferecer.
E quanto a você? O que você segue?
• De que forma a ideologia do feminismo se infiltrou em sua visão de mundo? Você precisa se arrepender de ter um coração orgulhoso diante de Deus?
• Você olha para o feminismo para responder às suas perguntas sobre a feminilidade? Se assim for, as suas respostas têm satisfeito você?
• Que mudanças de mentalidade você precisa para fazer com que a Palavra de Deus se torne a autoridade em sua vida?
• Você vai dar um passo de obediência confiando no projeto do seu Criador para a sua feminilidade?
Eu adoraria conversar sobre esse assunto com você abaixo! Sinta-se livre para compartilhar o que está em sua mente.
Este post é uma tradução de um artigo de Kristen Clark, publicado originalmente no blog GirlDefined, traduzido e publicado com permissão da autora. O artigo original pode ser encontrado no link: Why Feminism and Christianity Can’t  Mix
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Traduzido por Aline Brandão no Inconformados
[1] O Inconformados compactua da mesma opinião que o blog GirlDefined.

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Retirado do link: http://www.pulpitocristao.com/2016/04/porque-feminismo-e-cristianismo-nao.html