Nossa Proposta…

Você já imaginou que os cristãos e os não cristãos podem ter pontos em comum apesar de suas diferenças? É… Claro que podem!!

A atividade apologética (grosso modo se refere à defesa da fé cristã) sempre funcionou pela óptica da divergência, ou seja, do desacordo da maneira de crer, ver, pensar e viver do cristianismo para outros sistemas de crenças e estilo de vida. Não julgo a sua utilidade, até mesmo por que é um excelente sistema, porém já há muito no campo dessa apologética da divergência.  Em contraponto, quero trabalhar com outra perspectiva apologética, que seria da convergência.

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Hã? Como funciona tal? Pois bem, vou tentar responder a tal desafio desenvolvendo e misturando alguns princípios de três modelos apologéticos: de Paul Tillich, Gordon H. Clark e Cornelius Van til.

Vejamos abaixo e rapidamente a cada um deles:

  • Paul Tillich ensina, resumidamente, em seu sistema teológico da correlação de quê precisamos saber quais são as perguntas que a razão tem a fazer, e assim, respondermos com a fé. Isto implica, para hoje, em descobrirmos quais são as dúvidas existenciais, sociais, culturais e etc., em comum e buscar com a fé cristã revelada na Bíblia à resposta.
  • Gordon H. Clark ensina, resumidamente, em seu sistema apologético pressuposicionalista racional que entre os cristãos e os não-cristãos existem um campo em comum. Isto implica, para hoje, em descobrirmos qual é esse campo em comum que pode nos gerar proximidade a fim de mostrar o que a fé cristã revelada na Bíblia pode expressar sobre tal assunto despontando naturalmente assim sua supremacia.
  • Cornelius Van Til ensina, resumidamente, em seu sistema apologético pressuposcionalista revelacional de quê precisamos buscar um ponto de referência final entre os sistemas (embora não acredita-se em um conhecimento comum com os não-cristãos) que pode tornar os fatos e leis entendidas, porém tudo isso na dependência das Escrituras. Isto implica, para hoje, que o ponto final da concordância, ou não concordância, deve ser a fé cristã revelada na Bíblia tendo toda a verdade final na pressuposição do teísmo cristão.

Em suma, como diria John Edward Carnell: Nos meus próprios livros sobre apologética tentei sistematicamente basear-me em algum ponto útil de contato entre o evangelho e a cultura. Ou também como falou C.S. Lewis: O Cristianismo deve se distinguir por sua relevância à vida; e não apenas por sua racionalidade intrínseca.

Portanto, essa convergência se refere aos pontos de contato comuns e um diálogo entre os cristãos e não cristãos, especialmente nas inúmeras perguntas, tendo no final a busca por tais pontos, ou pelas respostas, na fé cristã revelada na Bíblia.

Em qual teologia se apoiará essa proposta apologética? Na apologética pressuposicionalista e no Neo-Calvinismo Kuyperiano – ambas baseadas em uma teologia reformada e bíblica. A última é “avô” da primeira, tendo no meio delas a Filosofia Calvinista/Cristã de Herman Dooyeweerd, vertente a qual nos apoiamos também.

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Obs.: Esse blog, portanto, busca um diálogo entre pontos e perguntas iguais entre o cristianismo com o não cristianismo, todavia, não tem nenhum tipo de proposto ecumenista.

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