REFORMA TRABALHISTA: QUAL SÃO AS ATITUDES CRISTÃS?

Publicado: 29 de abril de 2017 em Sem categoria

QUAL É A DIFICULDADE?

Vivemos uma discussão calorosa nesses últimos dias acerca da reforma trabalhista, especialmente sobre o ponto em que dá autonomia para o empregado e o empregador realizarem o acordo entre si, não dependendo plenamente mais da intermediação legislativa e, muito menos, sindical.

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Contudo, há a preocupação da classe trabalhadora, dos empregados, acerca do tratamento que receberão ou da dependência que ficaram de seus empregadores. Do outro lado há aqueles que acreditem que os empregados e empregadores se verão mais próximos e não como inimigos conforme, talvez, a lei e o sindicato façam que sejam.

Diante de tal discussão me lembrei de uma exposição bíblica que certa vez realizei na igreja a qual sou pastor (Batista da Liberdade em Descalvado), vendo em tal mais uma vez a contextualização das Escrituras para os dias atuais e, como a fé cristã pode se convergir/responder tal assunto que se encontra em pauta nesses últimos dias.

Antes de entrarmos na exposição bíblica em si deixo destacado que se de fato as pessoas seguissem tais atitudes que serão vistas, de fato não haveria necessidade de leis e sindicatos…

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EXPOSIÇÃO (CL 3.22 – 4.1)

TEMA: CONVÍVIO TRABALHISTA HARMONIOSO.

TEXTO COMPLEMENTARES: Lv 25.39 – 42; Dt 15.12 – 15; 23.15 – 16; Jr 22.13; Ef 6.5 – 9; Fm 1 – 25.

OBJETIVOS:

  • Entender como deve ser a relação entre o empregado e o empregador.
  • Motivar-se em ser alguém coerente com a fé cristã na sua função trabalhista.
  • Empenhar-se em ser um verdadeiro cristão em seu ambiente profissional.

 

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MENSAGEM:

“Servos, obedeçam em tudo a seus senhores terrenos, não somente para agradá-los quando eles estão observando, mas com sinceridade de coração, pelo fato de vocês temerem o Senhor. Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens, sabendo que receberão do Senhor a recompensa da herança. É a Cristo, o Senhor, que vocês estão servindo. Quem cometer injustiça receberá de volta injustiça, e não haverá exceção para ninguém. Senhores, dêem aos seus servos  o que é justo e direito, sabendo que vocês também têm um Senhor nos céus”.

 

Neste texto Paulo instrui aos colossenses como deve ser a relação entre os escravos e os senhores. Destacando isso vemos uma letra muito interessante, objeto de reflexão, na parte de uma música de Tião Carreiro que leva o nome de Patrão e Empregado:

“Eu estava sem assunto à lei divina mandou, passei a mão na viola o meu e ela me ajudou, pra falar de duas classes que a tempo Deus criou. Empregado e patrão ainda ninguém falou. Empregado é abençoado patrão Deus abençoou. Empregado e patrão duas linhas paralelas para defender os dois eu estou de sentinela. No futebol do trabalho os dois juntos faz tabela, constrói a grande vitória que o país precisa dela. Pátria precisa dos dois e os dois lutam por ela. Empregado quando é bom o patrão é companheiro, empregado dá suor e o patrão dá o dinheiro “.

Diante disso afirmamos que é necessário haver as atitudes corretas para um convívio trabalhista harmonioso. Mas quais seriam? As veremos no texto bíblico para cada membro do trabalho:

  1. Empregados: Temor e Sinceridade (3.22 – 25): Os servos são orientados a obedecerem, isto é, sentido de ouvir e responder no original grego. A obediência não é só escutar, entrar por um ouvido e sair pelo outro, mas, também é estar disposto a responder conforme o que fora solicitado, uma vez que não quebre princípios morais e não traga prejuízos existências. Uma atitude dessas é de real temor, uma atitude de respeito que cumpra com amor que o patrão solicita que consequentemente conquistará cada vez mais a atenção e a boa disposição dele. Essa obediência deve ser feita com sinceridade (inteireza no coração), e não só para agradá-los, todavia, por temor a Deus, lembrando que é primeiramente feito para a glória dEle e dEle  receberão a recompensa, pois é a Cristo que servem. Aqui vale notar o que Max Weber desenvolve como tese em seu livro Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo, em que os protestantes trabalhavam como se fosse para o Senhor, para a glória de Deus! É isso que fará a diferença em você para se tornar um excelente funcionário. Lembre-se sempre desta palavra: Coram Deo: Viver na presença/diante da face de Deus! Certa vez um fazedor de cadeira, que era cristão, foi identificado pelo seu serviço e comparado com outro que não. Qual era diferença entre ambos? O acabamento da parte debaixo do assento. O que não era cristão não fazia com a mesma perfeição e detalhes do que a cadeira inteira, pois a maioria das pessoas não examina tal parte para comprar. Mas o que era cristão fazia com o mesmo detalhe e perfeição, pois assim realizava para glorificar a Deus, pois ele vivia diante de Sua presença/face. Encerrando essa parte, o texto diz que aquele que cometer injustiça receberá a mesma, sem exceção, de Deus!

 

  1. Chefes: Justiça e Equidade (4.1): Aos senhores a recomendação é de serem justos, no original se encontra no caso dativo que traz a ideia de ação que deve ser desenvolvida, aprimorada e buscada. Além disso, também devem ser direitos, essa palavra vem de um sentido de regras de distribuição dos despojos da guerra, e essa também é uma ação que deve ser desenvolvida, aprimorada e buscada (caso dativo). E qual é o motivo disso? O motivo é por saber que há um Senhor nos céus! Esse Senhor sempre demonstrou sua preocupação e sua providência na vida de todos, inclusive dos trabalhadores. Vemos no Antigo Testamento leis que os favoreciam (Lv 25.39 – 42; Dt 15.12 – 15; 23.15 – 16; Jr 22.13; dentre outros textos). Assim o proceder do empregador/patrão deve ser semelhante ao do Senhor, com preocupação e providência, justiça e equidade aos seus subordinados. Empregadores lembrem-se que o período da escravidão passou! A Lei Áurea foi assinada! Não sejam como os senhores dos escravos do antigo Brasil! Sejam semelhantes ao Senhor, nosso Deus que está nos céus!

 

CONCLUSÃO:

Essa instrução aqui vista também é colocada em Ef 6.5 – 9:

“Escravos, obedeçam a seus senhores terrenos com respeito e temor, com sinceridade de coração, como a Cristo. Obedeçam-lhes, não apenas para agradá-los quando eles os observam, mas como escravos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus. Sirvam aos seus senhores de boa vontade, como servindo ao Senhor, e não aos homens, porque vocês sabem que o Senhor recompensará cada um pelo bem que praticar, seja escravo, seja livre. Vocês, senhores, tratem seus escravos da mesma forma. Não os ameacem, uma vez que vocês sabem que o Senhor deles e de vocês está nos céus, e ele não faz diferença entre as pessoas”.

Ainda foi ditada pela experiência de Filemon, cristão de Colossos, com seu servo fugido, Onésimo. Recomendo a leitura.

Mas ultimando essa reflexão vale a pena nota que o texto exposto está em uma sessão prática do livro de colossenses (cap. 3 e 4), onde fala da união com Cristo como fundamento do viver cristão (3.1 – 4.6). O livro de colossenses busca centralizar Cristo! Portanto, em nosso viver profissional, seja de empregador ou empregado, busquemos mostrar nossa vida unida com Cristo. Tê-Lo como centro de nossas vidas, de tal maneira, que as pessoas O veja, também, em nosso ambiente de trabalho. Ore sobre isso e para isso acontecer em sua vida, seja de patrão ou de funcionário!

 

“Não há um único centímetro quadrado, em todos os domínios de nossa existência, sobre os quais Cristo, que é soberano sobre tudo, não clame: ‘É meu!’”

(Abraham Kuyper)

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ANEXO:

Nesse espaço deixo o banner de apresentação do meu TCC na pós-graduação de Aconselhamento Filosófico, que teve um tema que se enquadra e se aplica, também, para a questão em pauta, além de poder complementar algo, de um ponto de vista filosófico, do quê fora descrito nessa exposição:

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