CAMINHOS PARA COMBATER A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA NO BRASIL

Publicado: 10 de novembro de 2016 em Sem categoria

Este foi o tema redacional do ENEM deste ano, 2016, exame realizado neste final de semana que passou. Quero aproveitar, portanto, a atualidade e particularidade do assunto e tecer (não fazer uma redação de 30 linhas, rs!) um breve texto sobre ele.

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Quando soube (via timeline do facebook) sobre o tema, automaticamente lembrei-me de um vídeo que vi do filósofo e educador Mario Sérgio Cortella, dias atrás. Neste vídeo ele falava, parafraseando-o, que religião não é coisa de gente tonta, mas coisa de gente, e que existe gente tonta dentro da religião, como também existe em outras esferas da sociedade. Particularmente, dou toda a razão para ele! Essas pessoas “tontas” que existem fazem que sua ideologia, comunidade, filosofia, crença, opinião e assim por diante, se tornem intolerantes. Uma vez que tais estão no meio religioso, fazem com que a religião se torne intolerante – com o real significado de quê essa palavra conota, de fundamentalismo ou extremismo que leva a atitudes contra outros que são perigosas, danosas, catastróficas e até criminosas; e não do uso trivial se tornou para os existencialistas ou marxistas que usam, incoerentemente, de forma intolerante para denunciar a possível “intolerância” daquilo que os questiona e os desmascara.

Quando há a manifestação dessas pessoas “tontas” que promovem a intolerância no meio religioso como é que podem ser combatidas? Quais caminhos a percorrer? Embora o tema proponha caminhos (plural) eu quero destacar um caminho (singular). O caminho o qual pode ser trilhado para combater a intolerância e os intolerantes é a própria religião. Como assim? Ilustrando, sabemos que muitos venenos que matam também são usados para tratar doenças cardiovasculares, alergias e etc., da mesma forma, mesmo sabendo que muitas religiões e a maneira que elas são expressas podem matar, existe uma ramificação dela que salva, liberta e quando corretamente aplicado, combate a própria intolerância religiosa.

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Essa ramificação, singular, a qual falo é a fé cristã revelada nas Escrituras Sagradas. Essa ramificação, singular, a qual eu falo é a manifestação da graça de Deus revelada em Cristo Jesus (o único caminho, verdade e vida). Sim, a fé e a graça revelada nas Escrituras combate a intolerância religiosa. De inúmeros exemplos que poderia citar vou me limitar em dois, vejamos:

Primeiro, nestes meses tenho pregado na comunidade a qual sou pastor acerca do livro de Gálatas, que coloquei como tema: Mergulhando na Graça. Este livro fora escrito por Paulo, o apóstolo, para as igrejas da Galácia que era uma província do Império Romano que ficava localizado onde hoje é a atual Turquia. Era composta de várias cidades e tinha várias igrejas. Depois que Paulo pregou e passou por lá (Atos 13 e 14) aconteceu que alguns intolerantes religiosos chamados Judaizantes foram ali a fim de fazer os gálatas começarem a seguir regras religiosas passadas (circuncidar, guardar dias especiais e tal) para serem “salvos”. Isso chegou ao ouvido de Paulo que ficou perplexo e logo escreveu uma carta ensinando-os que a salvação só viria através da graça, isto é, do amor que impulsionou o coração de Deus em enviar Cristo para morrer em nosso lugar assumindo papel de maldito e levando sobre Ele a nossa maldição. Assim, não há nenhum tipo de esforço humano que alguém possa fazer para ser salvo, pois é só através deste favor imerecido e impagável que Deus fez por nós, no dadivando tal. Se a graça é uma dádiva, presente, que vem de Deus, logo, não pode haver manipulação ou leis religiosas que forcem o homem a viver como “salvo”, pois ele nunca conseguirá, se não for naturalmente através da justificação pela fé (tema central do livro) e pela graça. Uma vez que a graça é entendida ela faz os homens compreenderem seu papel de imperfeição e esperar somente em Deus a devida transformação, portanto, não agindo com imposições e, por conseguinte, com intolerância aos outros.

Segundo, muitas vezes Jesus afrontou a intolerância religiosa dos mestres da lei (fariseus, saduceus e escribas) de sua época, mostrando que tal mostrava hipocrisia da parte deles e não priorizava e nem salvava o outro. Em uma dessas histórias cito o episódio do homem das mãos atrofiadas (Mc 3.1 – 5). Jesus o curou em um dia que era proibido pela religião judaica. Ele quebrou o sistema e priorizou o ser-humano, demonstrando assim a graça a qual ele veio demonstrar e implantar. Esta graça faz com que nos livremos do legalismo ou intolerância religiosa e estendemos nossas mãos para ajudar o outro, em sua real necessidade. Que abdiquemos de nossos direitos em favor do ser.

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Portanto, o caminho para combater a real intolerância religiosa no Brasil é o ensinar e o se envolver com um tema que é da “religião”, melhor, que é do evangelho, da fé e das Escrituras, e este tema é a graça de Deus demonstrada no seu Filho Jesus e visível na leitura de Gálatas. Essa levará o ser dispensar e receber, naturalmente, benevolência e o favor para com todos, como foi de Deus para os seus. Não imporá nada a ninguém e nem a si, pois por si mesmo sabe que não consegue viver algo. Deixa que Deus aja livremente na vida de cada um.

Esse foi um dos discursos que fez a reforma protestante brotar e se livrar da intolerância religiosa da época. Que fez também os batistas lutarem pela liberdade de consciência, sendo reconhecida tal atitude pelo filósofo John Locke.

Ultimando este texto eu deixo aqui meu desafio para você: Entenda dessa graça, se envolva com ela e deixe que a mesma naturalmente leve a você e a outros se aperfeiçoarem em tudo, até mesmo no tema proposto pelo ENEM.

“Maravilhosa graça, quão doce é o som que salvou um miserável como eu. Eu estive perdido, mas agora fui encontrado era cego, mas agora eu vejo”.

(John Newton – ex-traficante de escravos).

 

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