TODOS SÃO FILHOS DE DEUS?

Publicado: 31 de março de 2016 em Sem categoria

 

Nos dias atuais vivemos uma relatividade tão grande em relação à verdade que tal ideologia secular invadiu o campo religioso tornando-o também relativo, enfaticamente digo subjetivo. Porém diante de tal é apresentado a nós uma pergunta social-filosófica para que possamos de alguma maneira responder biblicamente, a saber: Todos são filhos de Deus? Isto é, o muçulmano, o hinduísta, o budista, o ateu, o taoísta, o confucionista o espirita e etc., são todos estes filhos de Deus mesmo não professando a Cristo?

Conforme o artigo que está entre parênteses (https://noticias.gospelprime.com.br/papa-franklin-graham-divergem-filho-de-deus/) o papa responderá equivocadamente que sim, com uma teologia-humanista-secular baseado em uma marxismo cristão conhecido como teologia da libertação. Em contra ponto o pregador batista Franklin Graham responderá que não, conforme a teologia-bíblica-cristã. Mas qual estará certo?

Para responder tal perguntar eu vou optar antes apresentar uma ideologia da perspectiva da teologia contemporânea, depois ir para a resposta necessariamente em si com uma análise textual e doutrinária de Jo 1.12, 14 e 18.

 

TEOLOGIA DO PLURALISMO RELIGIOSO:

Há uma “matéria” dentro da teologia contemporânea conhecida como teologia do pluralismo religioso que por sua vez trabalha com três perspectivas, a saber:

  • Exclusivismo: O Ser-Supremo é o Deus do cristianismo que pode ser conhecido somente através de Cristo e só por meio dEle as pessoas podem se tornar filhas de Deus. Fora de Cristo não há salvação! Principal pensador de tal abordagem é o teólogo protestante-luterano Karl Barth.
  • Inclusivismo: O Ser-Supremo é o Deus do cristianismo embora ele esteja aberto para aceitar pessoas de outras religiões como filhas dEle por alguma revelação extra mesmo que não seja Cristo, os chamados “cristão anônimos”. Principal pensador de tal abordagem é o teólogo católico Karl Rahner.
  • Pluralismo: O Ser-Supremo é o mesmo de todas as religiões só tendo um “rótulo” diferente, portanto, todas as pessoas são filhas de Deus. Principal pensador de tal abordagem é o teólogo protestante-presbiteriano John Hick.

 

A segunda e a terceira perspectiva partem de uma revolução copernicana que houve na teologia cristã que outrora cria que só através de Cristo e no envolvimento com sua Igreja Mística havia filiação a Deus Pai (exclusivismo), mas agora o centro não é mais Cristo (cristocentrismo), mas, sim, o ser-supremo em si (teocentrismo) que em suas diversas abordagens religiosas torna outros seus filhos.

Qual perspectiva é a correta?

Afirmo que resposta do papa e as perspectivas inclusivista pluralista são equivocadas e errôneas. A resposta correta é a de Franklin Graham e a perspectiva correta é a Exclusivista conforme a fé cristã revelada nas Escrituras. Segue abaixo a justificativa.

Como mostra a imagem, mesmo que visivelmente pareça que as religiões estão no mesmo quadrado, não há a possibilidade de alinhá-las. 

 

ANÁLISE TEXTUAL (Jo 1.12, 14 e 18):

“12 Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus. 14 Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade. 18 Ninguém jamais viu a Deus, mas o Deus Unigênito, que está junto do Pai, o tornou conhecido”.

No verso 12 já vemos que as condições de se tornar filhos de Deus são recebê-lo e crer em seu nome. Qual nome? Mediante o contexto, especialmente verso 1 – 3, é o nome de Cristo que é o Verbo que se tornou carne (verso 14). Por isso que Pedro diz o que diz em At 4.12, que não há outro nome pelo qual possamos ser salvos, a não ser de Cristo.  Paulo também deixa claro que a salvação virá somente pela pregação do evangelho (Rm 10.9, 13 e 17) que é as boas novas que há em Cristo.

No verso 14 fala que esse Verbo (Jesus) tinha a glória do unigênito do Pai, palavra grega que tem a ideia de único gerado, isto é, só Ele é o verdadeiro Filho e como Deus que era teve a capacidade e a incumbência de nos tornar filhos, por adoção, de Deus. Maomé, Sidarta Gautama, Hare Krishna, Lutero, Papa ou qualquer outro ser não tem tal capacidade! O verso ainda afirma que Cristo se tornou carne, sentido de que o próprio Deus (pois Ele é) se formou homem e viveu entre nós, palavra grega “tabernaculou” que traz o sentido da presença do próprio Deus no meio do povo. Não há qualquer outro ser que é Deus e pode nos levar a Deus Pai a não ser Cristo. Diante disso o verso 18 fica mais esclarecido!

Ainda vale destacar a terminologia que o evangelista João usa para se referir a Cristo neste capítulo que, como visto, é o termo Verbo. Tal palavra no grego é “logos” onde tem o sentido de Mediador (dentre de vário outros que podem ser atribuídos a Jesus). É o que ensina Paulo em 1 Tm 2.5 dizendo que Jesus é o ÚNICO Mediador entre os homens e Deus, como também é O Advogado (1 Jo1.2; Hb 7.25) e O Sacerdote (Hb 4.14 e 15; 5.1 – 7; 7.3 e 24) que intercede por nós. Ainda nesta perspectiva do ser ÚNICO, o próprio Cristo falou que Ele é o único caminho, a verdade e a vida (Jo 14.6). Único significa que não há outro! Pense comigo: não existe a possibilidade de vários caminhos te levar ao um mesmo lugar. Para chegar em qualquer lugar o caminho sempre vai se afunilando até se tornar o único que vai até lá.

Ainda nesta perspectiva da singularidade deste caminho é interessante notar também em cima do que O próprio ensinou no sermão da montanha sobre a incompatibilidade de servir a dois senhores, pois há de odiar um e há de amar o outro (Mt 6.24), da mesma maneira não tem como haver dois caminhos, pois há de andar em um ou há de andar em outro, da mesma maneira não há como seguir dois princípios e doutrinas religiosas diferentes, pois há de odiar a uma e há de amar a outra.

Para encerrar essa etapa deixo ainda para pensarmos a situação dos judeus enquanto estavam se apostando da fé. O autor de Hebreus apelou para que eles voltassem confiadamente ao Sumo Sacerdote (Hb 4.14 – 16), que é Jesus, o Cristo – como já visto. Por que seria necessário isso se posso me tornar filho de Deus mesmo sendo pertencente à outra religião?

 

DÚVIDA:

O que falar das outras religiões que tem o sentido da moral, do amor, da justiça e tal? A resposta é simples, tais foram escritas por Deus no coração dos homens (Rm 2.12 – 5), como manifestação da revelação geral, como é a natureza (Sl 19.1 – 6).

Porém a revelação que nos leva a nos tornamos filhos de Deus e salvos é a especial que está em Jesus Cristo, o centro de todas as coisas (Cl 1.13 – 23), como já vimos.

Grande exemplo disso é a pessoa de Cornélio (At 10) que era um homem temente a Deus, porém necessitou ouvir o evangelho de Cristo para que pudesse receber o Espírito Santo e ser salvo, assim Pedro é levantado para apregoar as boas novas para ele. Outro exemplo é Paulo declarando quem é o verdadeiro Deus (At 17) em meio ao Areópago que existiam vários deuses, contudo, havia um altar pela busca ao DEUS DESCONHECIDO, que no ensino de Paulo é na pessoa de Cristo que se conhece tal.

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Concluo afirmando que os cristãos são os portadores da mensagem da salvação que há em Cristo (Mt 16.16 – 18) e estão fundamentados na rocha que é Jesus e só através de tais pode conhecer o verdadeiro evangelho dEle que fará alguém se tornar filho de Deus.

Encerro aqui com a fala de Jack Chan ao Jet Lee no filme “Reino Proibido”Como dois tigres não podem estar do mesmo lado da montanha, dois mestres não podem ensinar o mesmo discípulo.

Isto é algo lógico! Os princípios, costumes, ideologias, doutrinas, meios e fins são diferentes. Ou é uma coisa ou não é! Não há uma terceira possibilidade (conforme ensina a lógica do terceiro excluido).

“Fora de Cristo não há salvação!”

Pr. Esp. Maurício Montagnero.

 

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