Os três “As” para fazer Apologética

Publicado: 17 de fevereiro de 2016 em Sem categoria

Não pretendo ser prolixo neste espaço, mas sim sugerir uma maneira boa, eficaz e simples, de fazer apologética.

Antes de qualquer coisa, gostaria de mostrar para vocês a diferença entre apologética e apologia, acompanhando a ideia de Alan Richardson em seu livro “Apologética Cristã” (Casa Publicadora Batista, página 31):

  • Apologia: É o ato de defender a fé dos ataques; é realizar o mesmo dever de um advogado perante o tribunal ou de um pregador diante os ouvintes.
  • Apologética: É o ato de preparar a defesa da fé, de investir o tempo em sentar e estruturar todo o pensamento antes de executar a função (apologia). Portanto, a apologética precede a apologia. É como o advogado que examina tudo antes de ir ao tribunal defender a causa, como o pregador que senta e faz toda a exegese, hermenêutica e homilética, antes de ir ao púlpito pregar.

Para que se possa fazer uma apologia, precisa investir tempo para fazer uma boa apologética. Para realizar uma boa apologética, sugiro os mesmos três “As” que Martin Cohen em seu livro “Filosofia para Leigos” (Alta Books, página 55) ensinou sobre a estrutura do pensamento filosófico. Vejamos simplificadamente:

  1. Analisar: Olhe para o argumento que se posiciona contra ou favor da fé e veja suas complicações e tente desmontá-lo, desestruturá-lo, e assim examinar suas partes com cautela. Separe o que é relevante do que não é. Tente resumi-los em proposições e frases.
  2. Avaliar: Agora veja quais são os pontos positivos e negativos deste argumento, procure achar as falácias e equivoco dele. Observe cuidadosamente!
  3. Argumentar: Contra argumente, mas invista tempo para ver se suas contra argumentações são lógicas. Escolha as explicações melhores que você consegue encontrar. Examine as conclusões. Imagine você como leitor ou ouvinte como receberia tal contra argumentação.

Lembre-se que para estes três “As” a ferramenta mais importante para se usar é a Bíblia, mas nada impede, pelo contrário, é até fundamental usar também a teologia, filosofia, história e outras ciências afins e dialogais.

 

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