MEU CORPO, MINHAS REGRAS. SERÁ?

Publicado: 11 de novembro de 2015 em Sem categoria

Semana passada fora postado um vídeo por alguns artistas da rede globo (doravante, autores globais) onde fazem uma encenação, um tanto que criativa e bem talentosa, apologizando o aborto. Esse vídeo está logo acima para que vocês confiram.

Embora esse blog não tenha o objetivo de divergir, nós elaboramos esse presente artigo para refutar tal ideologia transmitida no vídeo, porém, não a fim de divergir dele, mas, sim, convergir com aqueles que se estarreceram com essa ideologia. Inclusive quando eu vi esse vídeo no YouTube (agora há vários dele lá), havia cerca de 37.000 don’t like contra 1.000 likes.

Os autores globais partem do pressuposto de quê uma vez o corpo o qual eu tenho é pertencente a mim eu posso fazer dele o que eu quiser. Baseado nisso podemos elaborar vários silogismos ou lógica, todavia pelo meu tempo e pelo espaço deste blog, mostrarei só duas de algumas que enxerguei nesse vídeo, e logo em seguida mostrarei suas falácias. Sugiro que você tente fazer o mesmo.

LÓGICAS E FALÁCIAS

A primeira lógica ficaria assim:

  1. O corpo é meu (premissa A).
  2. O bebê está em meu corpo (premissa B).
  3. Logo, posso fazer com o bebê o que eu quiser (conclusão).

Essa lógica é insustentável. Ela cai por terra na lei da não-contradição, de identidade e do terceiro excluído. Vejamos melhor: 1) Da não-contradição, pois a conclusão é falsa e se contradiz com a premissa B, estando coerente somente com a premissa A; o bebê não é o corpo da genitora em si, mas, sim, um outro corpo, portanto, não pode fazer com ele o que quer, visto que não é o corpo da pessoa. 2) De identidade, a identificação do corpo do bebê não é a identificação do corpo da genitora, sua constância de identidade é outra, portanto, não pode nada ser feito nele que não seja dele. 3) Não existe uma terceira alternativa, ou é ou não é, ou o bebê é o corpo da genitora ou não é, e no caso, ele não é, por conseguinte, não pode ter efeitos em si por vontade da genitora que não é o corpo do bebê, mas, sim, o corpo dela.

A outra falha lógica é a da indução (problema indutivo de argumento convertido). Eles partem de um argumento particular para gerar uma verdade universal. Ou seja, eu aceito o aborto (verdade universal) pelo motivo do corpo ser meu (argumento particular). No entanto, não posso aceitar isso como uma verdade universal visto que é algo particular da pessoa em si, uma vontade própria que por sua vez não é aceita pelas virtudes e valores que cultivamos ao longo da história e espalhados pelo mundo – categórico universal que Immanuel Kant já ensinaria.

Além disso, eles caem na falácia argumentum ad misericordiam, pois apelam para um sensacionalismo no argumento para gerar compaixão (sentimento de dó) da genitora que não quer ter o bebê – Tadinha de mim, o corpo é meu e não posso ser obrigada a isso!!

Caem também na falácia da falsa causa “nos causa”, pois toma o efeito (o aborto) como da causa de ser o meu corpo, porém, essa não é a causa real que na verdade é o egoísmo e a falta de compaixão com a criança. Ainda pode dizer que eles tomam o efeito (a gravidez) como da causa de um ato indesejado, porém, a causa real é que não foram responsáveis – exceto causas de estupros.

A segunda lógica ficaria assim:

  1. O corpo é meu (premissa A).
  2. As regras são minhas (premissa B).
  3. Portanto, faço com ele o que eu bem entender – inclusive o aborto (conclusão).

Essa lógica é insustentável. Ela cai por terra na lei da não-contradição e de identidade. Vejamos melhor:  1) Da não-contradição, a premissa B é falsa. O que determina as regras é a sociedade e um conjunto de valores que vão além da vontade própria e do desejo próprio, e estão espalhados pelo tempo e espaço. Além disso, em certas circunstâncias mesmo o corpo e a vida sendo sua, outras pessoas podem se interferir quando vêm que está sendo conduzido de maneira equivocada. Por exemplo, a internação compulsória que acontece com viciados que não querem ser internados, mas, são a força por terceiros. Outro exemplo é um suicida que criou sua “regra” de se matar, todavia, existe a intervenção de outros que assim não permitem.  2) De identidade, o quê identifica as regras não é o meu corpo ou vontade, mas um conjunto de valores sociais. A identidade das regras está no contexto civil e social, e não com meu corpo e meus desejos. O meu corpo é a identificação de outra coisa, e não das regras em si.

A outra falha lógica é a da indução (problema indutivo de argumento convertido). Eles partem de um argumento particular para gerar uma verdade universal. Ou seja, eu tenho minhas regras (verdade universal) e as aplico como quero para mim e para os outros (argumento particular). No entanto, não posso aceitar como verdade universal algo particular que a pessoa quer para si mesmo e que seja prejudicial para ela e para outros (no caso a criança), e também não posso aceitar como uma regra para a sociedade ou como valores universais. Aqui cabem também os exemplos citados no ponto A do parágrafo acima.

Além disso, caem na falácia da falsa causa “nos causa”, pois toma o efeito (as regras) como à causa de ser o meu corpo, porém, essa não é a causa real que na verdade são os valores universais, civis e sociais.  Ainda pode dizer que eles tomam o efeito (o aborto) como à causa das minhas regras, porém, a causa real é a irresponsabilidade e imoralidade da pessoa em si.

Visto isso, vejamos agora, e mais importante, o que a Bíblia e suas doutrinas dizem a respeito do assunto.

MEU CORPO x MORDOMIA CRISTÃ:

A doutrina da mordomia cristã afirma que a terra, tudo que existe nela e seus habitantes pertencem a Deus (Sl 24.1). O universo pertence a Deus (Gn 1.1; 14.22; Dt 10.14; 1Cr 29.13-16; Sl 24.1; 50.10-12; 89.11; Jr 27.5). Nós pertencermos a Deus por direito de criação (Gn 1.27; 2.7; Is 42.5; 43.1 – 7; Ez 18.4), preservação (At 14.15 – 17; 17.22 – 28; Cl. 1.17; 1Pe 1.5) e redenção (Êx 19.5; 1Cr 6.19 – 20; Tt 2.14; Ap 5.9).

Tal doutrina instrui-nos que somos mordomos daquilo que Deus nos concedeu, mas é tudo ainda é dEle. O que é ser um mordomo? É aquele indivíduo encarregado para administrar (no grego a palavra para administração e mordomia é a mesma: oikonomia) os bens que não são seu, mas, sim, de seu patrão ou chefe. Diante disso nós somos mordomos, ou seja, administradores de tudo que Deus tem confiado em nossas mãos: tempo, família, dinheiro, corpo e etc.

Portanto, o corpo não é meu como afirmaram os artistas globais, até isso é de Deus que confiou a mim para administrá-lo sabiamente conforme a sua vontade revelada nas Escrituras. O aborto é pecado e contra a vontade de Deus, e se há uma criança dentro do corpo de uma mulher, a vontade de Deus é que aquela mulher administre seu corpo sabiamente conforme o querer dEle com aquela criança, e conceba a criança – acredito nas exceções para que possa ocorrer o aborto, mas isso é tema para outro artigo. Além disso, vale ressaltar que a própria criança é de Deus confiado nas mãos daquela mãe que deve produzi-la e concebê-la visto que o filho é uma herança do Senhor, e o fruto do ventre é o seu galardão (Sl 127.3).

A vida está entre os dons preciosos que o Senhor passou para todos (Is 43.1 e 7; 44.2) e Ele é o dono dela, enquanto nós, como já falado, só administramos (Dt 30.15; Sl 36.9).

Logo, não é o seu corpo, mas é dEle, por conseguinte, não são suas regras, mas são as dEle.  Assim vamos para o próximo e último ponto.

MINHAS REGRAS x PRINCÍPIOS CRISTÃOS:

O maldito relativismo infundado tem arrebentado nossa sociedade e se não for extinguido gerará pessoas e sociedade anarquista, ou como diz a terminologia teológica, antinomista. Relativismo esse que as pessoas nem sabe de onde vêm de fato, no discurso pseudoapologético e pseudosofista de Protágoras, e propagam sem saber o absurdo de onde começou.

O que determina minha conduta, costumes, valores e etc., não são minhas opiniões particulares ou minhas experiências existências, muito menos as filosofias seculares. O que defini tudo isso é a fé cristã revelada nas Escrituras Sagradas, à verdade incontestável e absoluta.

Sobre o aborto as Escrituras condenam. O ser em formação intra-maternal é uma vida que é obra de Deus (Sl 139.13 – 16). A vida começa quando há o encontro do espermatozoide com o óvulo, logo, deste sua fase embrionária (estudos revelam os talentos e as habilidades apresentadas já pelo embrião). Não digo isto só por questão biológica (que tem outras teses) ou da formação completa ou não do corpo, mas, também, da transmissão da alma/espírito (gerador da vida) pelo processo da geração natural (chamamos tal teoria na teologia de traducionismo), que já acontece no naquele ser em formação intra-maternal.

Uma vez então que o aborto é praticado ou aquele ser em formação intra-maternal retirado, fere o mandamento não matarás (Ex 20.13 e Dt 5.17), que no hebraico é rasah, significando um assassinato feito violentamente. Você já viu um aborto e percebeu como é a reação daquele ser em formação intra-maternal quando está sendo assassinado? Portanto, o princípio cristão da normatividade bíblica em relação a esse assunto é condenatório.

Fica uma dica, pesquise no YouTube vídeos relacionados a abortos acontecendo. Gostaria de compartilhar aqui alguns, entretanto, eu mesmo não consegui assistir nenhum por inteiro. Que Deus tem misericórdia de mim, mas meu coração foi tomado por um sentimento negativo em relação a esses homens e mulheres nojentos, imorais, delinquentes, animais quadrupedes, ridículos e desprovidos de caráter, e literalmente, desgraçados!!

CONCLUSÃO:

Sem prolongar resumo que o vídeo dos autores globais, mas “regionais” em seus pensamentos desgraçados, além de ser falaciosos vai contra as doutrinas e princípios cristãos. Agora vai de cada um de vocês onde fundamentarão seus pensamentos e ideologias. Em filosofias seculares e tendenciosas que um dia passarão, ou na fé cristã revelada nas Escrituras que são eternas? Pense nesse trecho bíblico de Sl 119.9 – 16: Como pode o jovem manter pura a sua conduta? Vivendo de acordo com a tua palavra. Eu te busco de todo o coração; não permitas que eu me desvie dos teus mandamentos. Guardei no coração a tua palavra para não pecar contra ti. Bendito sejas, SENHOR! Ensiname os teus decretos. Com os lábios repito todas as leis que promulgaste. Regozijome em seguir os teus testemunhos como o que se regozija com grandes riquezas. Meditarei nos teus preceitos e darei atenção às tuas veredas. Tenho prazer nos teus decretos; não me esqueço da tua palavra.

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